Afastando os riscos | Construção Mercado

Construção

Editorial

Afastando os riscos

Edição 168 - Julho/2015
 

[Embora os primeiros passos já tenham sido dados pelo governo, ainda falta muito para afastar os riscos da economia brasileira e impulsionar um volume de investimentos capaz de fazer o País voltar a crescer]

O segundo semestre começa com notícias positivas para o setor da construção. A primeira delas é o conjunto de alterações regulatórias que vai liberar mais recursos para os financiamentos habitacionais. As mudanças deverão garantir cerca de R$ 31 bilhões para o crédito imobiliário, ajudando a espantar os riscos de escassez de recursos até o fim deste ano. A segunda boa notícia foi o anúncio pelo Governo Federal do Plano de Investimento em Logística (PIL), que promete R$ 198,4 bilhões para as novas rodadas de concessões de ferrovias, portos, aeroportos e rodovias. Os detalhes das licitações ainda não foram divulgados, mas é possível que elas saiam do papel a partir do ano que vem. As duas medidas contribuem com a recuperação do setor da construção. No entanto, ainda existem assuntos que afetam a confiança dos empresários. No campo macroeconômico, a preocupação envolve a queda do Produto Interno Bruto (PIB), a inflação acima da meta e o viés de alta das taxas de juros.

No campo setorial, pairam incertezas relacionadas aos cortes na desoneração da folha de pagamentos e ao ajuste fiscal que tem impactado tanto o fluxo de pagamentos das obras quanto o início da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. Embora os primeiros passos já tenham sido dados pelo governo, ainda falta muito para afastar os riscos da economia brasileira e impulsionar um volume de investimentos capaz de fazer o País voltar a crescer. A edição de julho da Construção Mercado traz reportagens detalhadas sobre o efeito do cenário nacional turbulento sobre o crédito imobiliário, o nível de emprego nos canteiros e os ritmos das obras. Além disso, a revista conta com uma reportagem de capa especial, com exemplos de empreendimentos cujas unidades foram praticamente todas vendidas em poucos meses, contornando a crise. A matéria apresenta a ficha completa de 15 projetos e traz a explicação das incorporadoras sobre o sucesso nas vendas. Boa leitura.

Circe Bonatelli
editor

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