PIB da construção deve recuar 5,5% em 2015 | Construção Mercado

Painel de Mercado

PIB da construção deve recuar 5,5% em 2015

Edição 168 - Julho/2015
 

Marcelo Scandaroli

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) projeta queda de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da construção em 2015 em relação a 2014. A estimativa veio após a divulgação de redução do PIB nacional em 1,6% na comparação entre o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. Entre os segmentos industriais, a construção civil apresentou redução de 2,9%.

De acordo com o sindicato, o forte declínio da atividade da construção nos últimos 12 meses deriva de um conjunto de fatores, como cortes nos investimentos públicos e privados, inflação alta, aumento nas taxas de juros, diminuição da demanda por imóveis e atrasos de pagamentos do Governo Federal a construtoras pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa Minha Vida.Segundo José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP, o cenário negativo deve levar o setor da construção a extinguir aproximadamente 300 mil vagas de trabalho em 2015.

Abecip descarta expansão do crédito imobiliário
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) diminuiu sua projeção para o volume de financiamentos imobiliários neste ano devido à elevação da taxa básica de juros (Selic) e à forte saída de recursos da caderneta de poupança nos últimos meses.

Segundo a associação, os empréstimos em 2015 devem somar entre R$ 100 bilhões e R$ 114 bilhões, o que representa queda aproximada de 10% ou, no máximo, estabilidade em relação a 2014. A projeção inicial, formulada no fim do ano passado, era de crescimento de 5,0%, chegando ao patamar de R$ 119 bilhões.

Outra previsão da Abecip é que as Letras Garantidas Imobiliárias (LIG) só deverão chegar ao mercado no próximo ano. O novo papel foi criado por lei promulgada no início do ano e aguarda regulamentação por parte do Conselho Monetário Nacional (CMN), o que deve ocorrer até setembro.

Divulgação: Caixa

Feirão da Caixa movimenta R$ 11 bi em 14 cidades
Edição de 2015 teve como foco o financiamento de habitação popular do Minha Casa Minha Vida e das demais operações com recursos do FGTS

O Feirão da Casa Própria realizado pela Caixa Econômica Federal movimentou R$ 11,0 bilhões, considerando as compras acertadas durante o evento e os negócios encaminhados entre consumidores e empresas. O montante, porém, é R$ 4,6 bilhões menor do que o registrado em 2014, quando chegou ao patamar de R$ 15,6 bilhões.

Nesta edição, o foco da Caixa foi o financiamento de habitação popular dentro do Minha Casa Minha Vida e das demais operações com recursos do FGTS. A estratégia adotada pelo banco está relacionada à escassez de recursos da caderneta de poupança, que serve como funding dos financiamentos destinados a imóveis com valores mais altos, de até R$ 750 mil, no Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O evento recebeu 295,6 mil visitantes em 14 cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Uberlândia. A rede de agências do banco continua a atender pessoas interessadas em financiar a casa própria, com as mesmas condições do Feirão.

Lançamentos crescem nos arredores de São Paulo
Enquanto a capital paulista sofre com estoques elevados, as cidades do entorno têm recebido um volume crescente de novos projetos imobiliários. No primeiro trimestre, foram lançadas 848 unidades na região, alta de 172% em relação às 312 unidades registradas no mesmo período do ano anterior. Os lançamentos no começo deste ano corresponderam a cerca de R$ 338 milhões em valor geral de vendas (VGV).

Os números englobam as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema e Mauá e foram divulgados pela Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC). O município de Santo André foi o líder dentre as novas ofertas, com 330 novas unidades lançadas.

Esse crescimento pode ser justificado pelo preço baixo dos terrenos e das contrapartidas exigidas pelo poder público nessas cidades em comparação com São Paulo.

 

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