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Crédito imobiliário deve ter funding neste ano, mas fica preocupação para anos seguintes

O esgotamento dos recursos em caderneta assusta em função do grande volume de saques, que acaba acelerando a escassez de funding

José Aguiar
Edição 168 - Julho/2015
 

DOUGLAS RODRIGUES
[O esgotamento dos recursos em caderneta assusta em função do grande volume de saques, que acaba acelerando a escassez de funding]

Nos últimos meses, os depósitos na caderneta de poupança enfrentaram dificuldades em decorrência da elevação da taxa básica de juros. Mas, não apenas a conjuntura está longe de ser inédita, como a história demonstrou a capacidade dessas aplicações de dar a volta por cima, tal a preferência das famílias por um instrumento facilmente administrável, com plena liquidez e, em geral, apoiado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). É interessante retomar uma visão mais alongada das cadernetas, que remontam aos primórdios do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Os depósitos em poupança chegaram a ocupar o primeiro lugar entre os haveres financeiros não monetários. Somando-se ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), permitiram uma notável expansão do crédito imobiliário no País. As cadernetas caíram nas graças dos brasileiros que nelas encontraram uma fonte segura para guardar as economias, protegidas contra a inflação e recebendo juros de 0,5% ao mês. Elas se transformaram em funding relevante, apesar do paradoxo: são aplicações de curto prazo, com liquidação financeira imediata, que respaldam operações de longuíssimo prazo.

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