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Boa infraestrutura atrai compradores de imóveis em bairros mais afastados do centro em SP e RJ

Empreendimentos com foco familiar chamam a atenção pela oferta de lazer nas áreas comuns

Por Bruna Martins Fontes
Edição 168 - Julho/2015
 

DIVULGAÇÃO: MBIGUCCI
Potencial de valorização foi atrativo de complexo residencial da MBigucci em São Bernardo do Campo (SP). Imóveis custavam até R$ 288 mil

Preços relativamente atraentes nas suas localidades e áreas de lazer completas também fazem a diferença para a liquidez de imóveis de dois e três dormitórios de padrão médio, mas a exigência dos consumidores em relação aos itens de conforto se torna maior do que nos compactos. Quem sabe identificar o desejo do público-alvo - principalmente famílias jovens em busca de apartamentos compactos mais espaçosos - consegue obter bons resultados nesses tempos de crise, como mostra o levantamento da Brasil Brokers. Três dos quatro lançamentos com desempenho acima da média no eixo Rio-São Paulo tiveram mais de 80% dos imóveis comercializados entre março e maio. O outro, lançado em dezembro passado, foi vendido em 35 dias.

No Rio, uma estratégia das incorporadoras para turbinar as vendas é lançar residenciais em bairros adensados do ponto de vista imobiliário, muitas vezes um pouco afastados do centro ou mais baratos do que as regiões mais valorizadas, porém cobiçados pela infraestrutura. O reduzido número de lançamentos nessas regiões, onde há poucos terrenos disponíveis, evita que o incorporador tenha de achatar o tíquete médio, na avaliação de João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ): 'Preço é sempre importante, mas, onde há pouca oferta, as pessoas têm urgência em comprar. Empreendimentos para a classe média vão muito bem em bairros como Méier, Tijuca e Botafogo'. Ele acredita que a procura continuará forte no médio prazo na cidade, especialmente depois de um ano de poucos lançamentos, como deve ser 2015.

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