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Edição 168 - Julho/2015
 

WASHINGTON ALVES
Construtoras trabalham em ritmo lento nas obras da faixa 1 do MCMV, alegando não ter dinheiro para tocar as obras

Represálias
Vivendo dificuldades por causa da falta de pagamentos na faixa 1 do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, empresários alagoanos temem sofrer punições do Governo Federal pelo não cumprimento dos cronogramas de obra. Eles não estão conseguindo manter o ritmo dos canteiros, e as autoridades não querem reconhecer os atrasos.

Solução?
Após o Conselho Curador do FGTS ter aprovado a liberação de R$ 10 bilhões para o BNDES financiar obras de infraestrutura, um empresário do setor da construção questionou, durante reunião na Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por que a mesma quantia não poderia ser liberada para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Assim, defendeu, as construtoras responsáveis pelas obras da Faixa 1 do MCMV receberiam os pagamentos em dia.

Cautela
De acordo com outro empresário, o questionamento é válido, mas não se trata de uma reivindicação oficial do setor para o governo, já que ainda são aguardadas propostas para a resolução do problema dos atrasos. "Não tem como conversar com eles sem saber o que irão propor", acrescenta o executivo.

Inconformismo
O clima entre incorporadoras e a Prefeitura de São Paulo não anda bem desde que foi aprovado o Novo Plano Diretor. As empresas não se conformam com os custos adicionais gerados pelas outorgas, algo que começou a pesar no orçamento mais recentemente, em meio ao processo de licenciamento de novos projetos. A solução de muitas foi direcionar os lançamentos para a região metropolitana, onde as outorgas e os terrenos são mais baratos.

BATE-ESTACA

Tô fora!
A concorrência com empresas sem estrutura técnica para prestar serviços de manutenção foi um dos principais motivos para a rápida saída de uma grande empresa de locação no segmento de cremalheiras. "Há três anos, trouxemos máquinas para sentir o produto e o mercado, mas resolvemos nos desfazer delas em quatro meses, em função da baixa qualificação dos serviços de manutenção. Não poderíamos comprometer nossa credibilidade", diz uma fonte da empresa.

Documentos em falta
Segundo o coordenador da área de segurança do trabalho de uma grande construtora, máquinas paradas por falta de documentação têm sido um problema recorrente no Estado de São Paulo. "Muitas empresas não estão atendendo aos pedidos de regularização dos equipamentos. Quem loca acaba tendo de exigir a documentação, que muitas vezes está irregular ou vencida", conta.

Outro lado
Nas cidades do interior, o problema é outro. De acordo com o diretor de uma locadora, com o objetivo de reduzir custos, algumas construtoras estão pedindo para excluir o treinamento do pessoal que irá operar as máquinas. "O desconhecimento das normas é geral. A cadeia toda está muito mal-orientada", lamenta.

Bom humor
De um lado pressionado pelos escândalos da Operação Lava-Jato, de outro pelos atrasos de pagamentos em obras públicas, o setor vive um paradoxo, segundo um empresário do setor. "Os pequenos estão quebrando por falta de dinheiro e os grandes, por excesso!"

Mau humor
Já um executivo pernambucano não parece estar reagindo bem às dificuldades enfrentadas pelas construtoras este ano. "Estou doido que chegue 2016! Aliás, o ano de 2015 poderia nem ter existido. Dele, não quero nem troco!".

 

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