Preço de imóveis sobe 1,38% em seis meses | Construção Mercado

Painel de Mercado

Preço de imóveis sobe 1,38% em seis meses

Elevação é menor do que Inflação oficial no primeiro semestre, que atingiu 6,17%

Edição 169 - Julho/2015

VARIAÇÃO DOS ÍNDICES REGIONAIS E DA MÉDIA NACIONAL

Fonte: FipeZap

O preço do metro quadrado de imóveis prontos, novos e usados, ofertados para venda no País teve queda real no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Índice FipeZap Ampliado, que considera a evolução de valores em 20 cidades brasileiras. Houve um crescimento nominal de 1,38% nos preços pedidos pelos proprietários entre os meses de janeiro e junho, 4,79 pontos porcentuais abaixo da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avançou 6,17% no período.

A única cidade da amostra com variação acima da inflação apurada pelo indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística foi Florianópolis (SC), com alta de 6,66%. Por outro lado, Niterói (RJ), Brasília (DF) e Curitiba (PR) tiveram queda nominal nos primeiros seis meses do ano, de 2,32%, 0,95% e 0,65%, respectivamente.

Considerando a comparação mensal de preços nas 20 cidades pesquisadas, trata-se da oitava redução real consecutiva.

OUC Faria Lima terá novos investimentos

Os vereadores paulistanos aprovaram no fim de junho, em segunda votação, o projeto de lei 377/2014, que autoriza a revitalização de um trecho da Avenida Santo Amaro, na zona Sul. O texto inclui no programa de investimentos da Operação Urbana Consorciada (OUC) Faria Lima um plano de melhorias públicas em um trecho de 2,7 km da via, entre as avenidas Presidente Juscelino Kubitschek e Bandeirantes, ao custo estimado de R$ 270 milhões.

Para a obtenção de recursos, a Prefeitura poderá emitir 350 mil Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), o que deve estimular atividades imobiliárias na região. Um quinto dos recursos arrecadados será destinado a habitações populares. As fachadas ativas e a limitação nas vagas de garagem, previstas no atual Plano Diretor, também serão balizadoras para os lançamentos na área.

O texto seguiu para ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad, mas não foi apreciado até o fechamento desta edição.

FILIPE FRAZAO/SHUTTERSTOCK

Proposta de lei de zoneamento em São Paulo passará por audiências públicas até novembro

Câmara comandará reuniões pela cidade, que devem colher sugestões para a revisão da legislação em vigor

A Câmara Municipal de São Paulo iniciou em 22 de junho uma série de audiências públicas para discutir a nova lei de parcelamento, uso e ocupação do solo na capital paulista. Todas as subprefeituras devem promover debates, e o ciclo se encerra em reunião agendada para 18 de novembro na sede do Legislativo da cidade.

A revisão da lei de zoneamento integra o marco regulatório para o desenvolvimento urbano de São Paulo, juntamente com o Código de Obras e Edificações e o Plano Diretor Estratégico (PDE), que entrou em vigor em meados do ano passado.

De acordo com a assessoria do vereador Paulo Frange, relator do projeto, após as audiências públicas, a previsão é de que o texto seja votado no Legislativo municipal no fim de dezembro. Para conferir a agenda de audiências públicas, basta acessar o link www.camara.sp.gov.br/ zoneamento/agenda.

Setor protesta contra fim da desoneração da folha de pagamentos

A aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei 863/2015, que reduz a desoneração da folha de pagamento em 51 setores da economia, incluindo o da construção, vem movimentando empresários. Em nota conjunta no dia da votação, 25 de junho, a CBIC, o SindusCon-SP e o Secovi-SP alegaram que a elevação da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) de 2% para 4,5% poderia gerar até 480 mil demissões no setor, além do encarecimento de obras. Defenderam ainda a liberdade de escolha entre o recolhimento da contribuição sobre a renda e a volta da contribuição de 20% sobre a folha de pagamentos.

Os construtores também passaram a se articular para angariar apoio entre autoridades e senadores. Em reunião da Fiesp com participação do SindusCon-SP em 6 de julho, empresários elaboraram uma proposta alternativa que, segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, contemplaria um aumento linear da CPRB. No dia 14, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, se reuniu com o vicepresidente, Michel Temer, e voltou a tocar no assunto da desoneração.

Até o fim desta edição, na metade de julho, o PL não havia sido votado pelo Senado.

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