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Veja opções para viabilizar negócios em meio à escassez de financiamento habitacional

Série de reportagens da Construção Mercado apresenta o financiamento direto ao cliente, quais as linhas bancárias remanescentes e a avaliação de instrumentos alternativos de funding

Por Circe Bonatelli
Edição 169 - Julho/2015
ILUSTRAÇÃO: DANIEL BENEVENTI


As reservas do crédito imobiliário chegaram ao "volume morto", afetadas pelo esvaziamento da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para os financiamentos habitacionais no País. No primeiro semestre, a captação líquida da poupança foi negativa em R$ 38,5 bilhões, perda recorde para o período, de acordo com a série histórica do Banco Central iniciada em 1995. A consequência é a menor disponibilidade de capital para financiar a compra de imóveis pelos consumidores e a produção de novos empreendimentos pelas incorporadoras e construtoras.

Diante desse cenário, a revista Construção Mercado preparou uma série de três reportagens apresentando alternativas para contornar a seca de crédito. A apuração mostrou que a solução atualmente adotada para impulsionar as vendas é velha conhecida do setor: trata-se do financiamento direto aos clientes, uma prática comum na década de 1990, quando o crédito era muito mais escasso. Essa foi a saída encontrada por empresas como EZtec e Helbor, com tendência de se espalhar nos próximos meses.

Já para os novos projetos, é necessário garimpar as linhas de financiamento bancário. A Caixa Econômica Federal, maior agente deste mercado, tem priorizado a liberação de recursos com origem no FGTS para comercialização e produção de moradias populares, e deixou de lado o tradicional plano empresário, voltado aos empreendimentos de classe média. Os bancos privados, por sua vez, ainda têm linhas cuja fonte de recursos é a poupança, embora a análise dos projetos tenha ficado mais rigorosa.

Esses fatores levaram alguns incorporadores do segmento residencial a estudar financiamento para as obras via Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), além de procurar fundos privados. Trata-se de uma diversificação importante, capaz de tirar do papel bons projetos, mas o custo financeiro é mais alto.

O resultado da apuração mostra que as opções de crédito são poucas neste momento e exigem uso racional por parte dos empresários devido à necessidade de ajustes operacionais e à captação mais cara. Ainda assim, são alternativas que podem fazer a diferença para atravessar uma crise cujo fim ainda não tem data conhecida.

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