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Edição 169 - Julho/2015
DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DAS CIDADES
Governo Federal prometeu regularizar todos os pagamentos da faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida até 15 de agosto

Pavio curto
Após mais um acordo com o Governo Federal para acabar com os atrasos de pagamento na faixa 1 do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, a tolerância das construtoras para novas demoras está, digamos, chegando ao fim. "Se o governo atrasar um dia (para regularizar os repasses para as empresas em relação à data prometida, 15 de agosto), vamos gritar", garantiu um representante nacional do setor. Bem mais enfático, um empresário paulista que atua no segmento popular disparou: "Se eles não cumprirem a promessa, vamos botar fogo em tudo".

Novos prazos
O novo fluxo de repasses mensais anunciados para a faixa 1 do MCMV - de 30, 45 ou 60 dias após a medição das obras, dependendo do porte da empresa contratada para construir as moradias - também foi recebido com insatisfação por esse executivo, que não mede palavras: "É uma b*! Receber em 60 dias é péssimo, mas melhor do que nada. Até consigo negociar a compra de materiais, mas mão de obra não dá".

Campanha na Caixa
À espera de nomeações pendentes para o alto escalão da Caixa, uma campanha informal já começou. O superintendente para grandes empresas de construção civil, Sérgio Cançado, está de olho na vaga do atual vice-presidente de Habitação, Teotônio Rezende. Cançado esteve em evento recente em Belo Horizonte, onde se solidarizou com reivindicações dos empresários e se apressou em antecipar as promessas do Governo Federal de normalização dos pagamentos no MCMV - antes mesmo de declarações oficiais do Planalto.

BATE-ESTACA

Pressão
Representante do setor de esquadrias fez um mea culpa para a indústria e ressaltou a necessidade de os clientes exigirem com mais vigor produtos de acordo com a NBR 15.575. "Soluções existem. O mercado mundial nos mostra isso. O que precisa é provocar os fornecedores. Exigir deles que incluam em seus catálogos produtos condizentes com os três níveis de desempenho (da norma)."

Rusgas
Incomodado com a luta fratricida que muitas vezes se estabelece entre construtoras que buscam em conjunto soluções de desempenho para as edificações, um empresário disparou: "Como somos muito amadores no Brasil, normalmente as parcerias não dão certo porque, no começo, todo mundo é bom, mas acaba não chegando a lugar nenhum sem métrica, sem que se estabeleça e acompanhe claramente o objetivo da parceria e se saiba onde ela quer chegar. Sem isso, ela não faz nenhum sentido".

Concorrência desleal
O diretor de uma empresa de alojamentos metálicos localizado no Rio Grande do Sul queixa-se da competição predatória no mercado local. Segundo ele, a maioria das fábricas em atividade trabalha em condições precárias, o que torna os produtos muito mais baratos. "Os funcionários não usam os devidos equipamentos de proteção individual nem são registrados. E o mais grave é que muitas empresas que possuem a certificação ISO 9000 aceitam comprar o produto dessas empresas", lamenta.

Sem qualidade
De acordo com um especialista em construção civil, a maioria das empresas do setor ignora completamente os custos dos canteiros em seus orçamentos de obra, o que contribui, segundo ele, diretamente para a escolha de materiais, sistemas e fornecedores de qualidade duvidosa. "Sem preço previamente definido para esse item, o canteiro será feito sempre pelo menor custo e sem soluções inovadoras agregadas."

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