Minha Casa Minha Vida 3 será lançado em 10 de setembro | Construção Mercado

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Minha Casa Minha Vida 3 será lançado em 10 de setembro

Edição 170 - Setembro/2015
 

A terceira etapa do programa Minha Casa Minha Vida será lançada neste mês, segundo declaração da presidente Dilma Rousseff realizada em 5 de agosto, por meio de sua conta no Twitter: "Boa notícia! Marcamos para o dia 10 de setembro o lançamento do #MinhaCasaMinha- Vida3", postou.

ROBERTO STUCKERT FILHO
Dilma participa de entrega de conjunto habitacional do MCMV em Juazeiro (BA)

A apresentação da nova fase do programa habitacional já foi postergada em diversas ocasiões. A previsão inicial era de que ela ocorresse ainda no segundo semestre de 2014, na sequência da definição da campanha eleitoral. Já neste ano, foi planejada para o mês de maio e, depois, revista para agosto, o que também não se concretizou. A meta para a construção de 3 milhões de unidades residenciais até 2018 tem sido mantida pelo governo, além da entrega de 1,7 milhão de casas já contratadas e que estão em fase de construção. No entanto, é pouco provável que novas contratações para a faixa 1 sejam realizadas neste ano de ajuste fiscal. De acordo com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, isso ainda depende de entendimentos com os ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Atrasos
Até o fechamento desta edição, em 17 de agosto, ainda não haviam sido normalizados os pagamentos em atraso referentes a obras da faixa 1 do MCMV, de acordo com representantes de associações setoriais. A dívida do governo com as empresas chegou a R$ 1,6 bilhão no acumulado deste ano até o início de julho. No fim daquele mês, R$ 800 milhões foram repassados pelo governo, e a outra metade foi prometida para 15 de agosto.

A expectativa dos representantes setoriais era de que a dívida fosse quitada até o fim do mês. Procurado durante dois dias pela reportagem, o Ministério das Cidades não prestou esclarecimentos sobre a situação dos repasses.

 

Substitutivo muda PL sobre remuneração do FGTS

Sindicatos e associações do setor da construção civil propuseram um projeto substitutivo ao PL 1358/2015, que equipara a remuneração do FGTS à da caderneta de poupança, o que tornaria mais caro os financiamentos destinados à habitação, ao saneamento e à infraestrutura. De acordo com o texto do substitutivo, os cotistas continuarão tendo sua remuneração com reajuste calculado por Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, mas contarão também com a distribuição de parte dos resultados das aplicações do FGTS. Assim, seus rendimentos serão reajustados, mas sem impacto sobre o custo dos financiamentos.

A proposta das entidades tem como vantagem o fato de que todas as contas do FGTS teriam melhor remuneração, ao contrário do PL 1358/2015, que valeria apenas para os depósitos feitos a partir de janeiro de 2016.

 

Caixa lança linha de crédito para produção com recursos do FGTS
Financiamentos serão de até 80% do valor da obra

MARCELO SCANDAROLI

A Caixa Econômica Federal lançou uma nova linha de crédito imobiliário para incorporadoras e construtoras que executem empreendimentos com imóveis de até R$ 300 mil. Os financiamentos, feitos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), serão de até 80% do valor da obra, limitados a 50% do valor total de vendas, com taxas de juros a partir de 8,5% ao ano.

As empresas interessadas devem apresentar à instituição financeira o projeto de engenharia e a documentação para análise de risco, além de comprovar a venda de, no mínimo, 30% das unidades do empreendimento até a data da contratação. Os recursos para a linha são da ordem de R$ 1 bilhão, de acordo com a Caixa.

Para o vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sindus- Con-SP), Ronaldo Cury, a medida ajudará a manter o nível de atividade do setor. "Se não fosse ela, o setor ia parar", comenta Cury.

 

Crédito imobiliário recua 15,8% no primeiro semestre

Os financiamentos imobiliários para a aquisição e construção de imóveis totalizaram R$ 44,8 bilhões no primeiro semestre de 2015, resultado 15,8% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e levam em conta apenas os financiamentos cujos recursos têm origem no saldo das cadernetas de poupança, sem considerar o FGTS.

No primeiro semestre, cerca de 200 mil imóveis foram financiados, queda de 22,1% em relação ao mesmo período de 2014. Já no período de 12 meses, até junho, foram financiados 481,5 mil imóveis, correspondendo a um recuo de 11,1% em relação aos 12 meses precedentes.

 

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