Ano começa sem perspectiva imediata de melhora na construção, avalia Ana Maria Castelo | Construção Mercado

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Ano começa sem perspectiva imediata de melhora na construção, avalia Ana Maria Castelo

Ana Maria Castelo
Edição 175 - Fevereiro/2016
 

ACERVO PESSOAL
[O cenário fiscal atual não permite que mais subsídios e recursos públicos sejam acionados para estimular a atividade]

O índice de confiança das empresas da construção (ICST), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), alcançou 86,1 pontos em janeiro de 2015, o que representou uma queda de 13,5 pontos na comparação com janeiro de 2014. Em dezembro de 2015, o ICST da construção fechou o ano em 68 pontos, 19 pontos abaixo do alcançado em dezembro de 2014. (Veja a evolução no gráfico).

Os números bastante ruins do indicador de confiança já no primeiro mês do ano passado seriam uma sinalização do desempenho das empresas da construção nos meses seguintes. A maior contribuição para a queda de janeiro veio do componente que capta a percepção referente à situação atual das empresas (ISA). Ou seja, as empresas começaram o ano de 2015 relatando queda nos negócios e na atividade. Os números da pesquisa de emprego na construção confirmaram a percepção de enfraquecimento da atividade formal do setor registrada pela sondagem: em nenhum mês as admissões foram superiores às demissões. O saldo foi de corte de mais de 500 mil vagas de trabalho no setor em 2015 em todo o País, de acordo com pesquisa da FGV em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

É importante notar que este cenário não abateu apenas o setor da construção: a queda na confiança foi generalizada entre os segmentos empresariais e nos consumidores. Especialmente estes últimos, que começaram o ano menos confiantes: o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), também calculado pela FGV, atingiu, em janeiro, o nível mais baixo da sua série histórica.

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