EZtec vence 6º Prêmio PINI Incorporadora do Ano com gestão comprometida com resultados e fiel a planejamento estratégico | Construção Mercado

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Prêmio PINI

EZtec vence 6º Prêmio PINI Incorporadora do Ano com gestão comprometida com resultados e fiel a planejamento estratégico

Companhia é a campeã da premiação pela quarta vez

Por Circe Bonatelli
Edição 175 - Fevereiro/2016
 

MAURÍCIO PISANI
Fundador da empresa e presidente do conselho de administração, Ernesto Zarzur (de preto, ao centro), rodeado pelos filhos e diretores

O planejamento cuidadoso, a concentração regional das operações e a solidez financeira foram determinantes para sustentar os bons resultados obtidos pela EZtec, vencedora do 6º Prêmio PINI Incorporadora do Ano. A companhia ficou em primeiro lugar na classificação geral do Prêmio, que contou com nove participantes, e obteve a maior pontuação nas categorias: "Desempenho Econômico- Financeiro" e "Comportamento com Funcionários e Fornecedores". Esta foi a quarta vez que a companhia sagrou-se campeã na premiação.

Desde a abertura de capital, em 2006, a EZtec se manteve fiel à prudência no desenvolvimento dos projetos - algo que, ao longo dos anos, se transformou numa marca da empresa. Durante o boom do setor, entre 2008 e 2010, o lançamento de novos projetos imobiliários ocorreu de forma gradual, sem a euforia vista entre as concorrentes. Hoje, apesar da crise, ela consegue administrar o estoque e o fluxo de caixa com mais tranquilidade, conservando os mesmos patamares de retorno aos investimentos.

Os números do balanço são a prova de que a estratégia foi assertiva. No ano passado, os acionistas da EZtec tiveram o retorno de R$ 2,1 por ação (dados atualizados até setembro de 2015, data de publicação do balanço mais recente), o mais alto dentre as incorporadoras listadas na bolsa de valores. Nesse grupo, a EZtec está entre as três companhias com maior lucro líquido, mesmo que sua receita figure apenas como a décima maior. Em volumes operacionais, a EZtec não é uma gigante. Mas em termos financeiros, sim. Sua margem bruta no acumulado de 2015 até novembro foi de 52,7%. Apesar da crise nacional, a margem permaneceu praticamente igual ao do mesmo período de 2014, quando foi de 53,2%. Esse patamar equivale ao dobro da margem bruta média das demais incorporadoras de capital aberto, na faixa de 27%.

O segredo do sucesso combina comprometimento com o negócio e fidelidade ao plano estratégico, de acordo com o fundador da companhia e presidente do conselho de administração, Ernesto Zarzur. "As respostas estão dentro da própria empresa. Cada um tem que olhar pra dentro da sua empresa e procurar o que pode melhorar", enfatiza o empresário. Aos 82 anos, o Seu Ernesto conserva entusiasmo no tom de voz e relembra com orgulho a trajetória da empresa fundada em 1979. Em suas histórias, cita os centenas de finais de semana que passou dentro dos estandes de vendas. "Eu circulava por ali, e os corretores me chamavam para apresentar o presidente da empresa aos clientes. Isso dava credibilidade, e eu ajudava a fechar o negócio", conta.

Ainda hoje, Seu Ernesto vai diariamente à sede da EZtec, na zona Sul da capital paulista, embora a atividade executiva esteja concentrada na mão dos filhos e dos funcionários de confiança, que ocupam a diretoria e outras posições estratégicas. Mesmo sendo uma empresa familiar, a gestão é focada na eficiência. Há um esforço contínuo para manutenção das margens e pela fidelidade ao plano estratégico.

 

Esse plano envolve atuação na região metropolitana de São Paulo, compra de terrenos com o próprio caixa, e estrutura de capital cujo endividamento é proveniente exclusivamente de financiamento à produção. Enquanto boa parte das concorrentes está superalavancada, a EZtec conservava R$ 223 milhões de caixa líquido em setembro (data do último balanço), uma medida que reforça a estrutura de capital e alivia, por exemplo, a necessidade de vender urgentemente os estoques com descontos agressivos para pagar empréstimos aos bancos.

Já a estratégia de concentrar os empreendimentos numa única região gera vantagens para a comercialização das unidades. "Neste momento, o cenário econômico é ruim, e os nossos volumes de vendas não são mais os mesmos. É natural haver rescisões de compras de imóveis e aumento dos estoques por mais um ano. No entanto, por estarmos concentrados em São Paulo, temos dificuldade menor do que outras empresas para gerir os estoques", diz Emílio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores. O executivo explica que a incorporadora tem buscado realocar os clientes que não conseguem concluir uma compra. "Chamamos isso de 'downsize'. Quando o cliente não consegue financiar uma unidade de três quartos, em vez de distratar o negócio oferecemos a ele um outro apartamento mais barato, de dois quartos, ou em um bairro menos nobre. É algo que podemos fazer por ter o estoque numa mesma região", explica.

 

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