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Com baixo custo, flexibilização de planta é diferencial do projeto residencial em Goiânia

Compradores poderão integrar sala e varanda de imóveis sem realizar reformas

Por Aline Mariane
Edição 176 - Março/2016


Empreendimento está localizado no Setor Negrão de Lima, região entre o Centro de Goiânia e o aeroporto local

A incorporadora e construtora CMO apostou na flexibilidade de plantas para diferenciar o residencial Portal dos Mares em relação a outros projetos lançados recentemente em Goiânia. As unidades do empreendimento, com dois dormitórios, sendo uma suíte, e metragens de 62,50 m² ou 61,43 m², permitem a integração da sala, da cozinha e da varanda. O produto, com padrão econômico, foi lançado há um ano e tem como público-alvo compradores de primeira viagem.

No residencial, a separação entre a varanda do imóvel e o ambiente que abriga a sala e a cozinha é feita apenas por meio de uma porta que pode ser retirada. De acordo com Marco Aurélio, que atua como engenheiro de obras da companhia, não existe uma viga ou qualquer outro tipo de divisor entre a sala e a varanda, por isso a maleabilidade na conversão das plantas é possível.

Considerando os custos, essa medida interfere em dois pontos. "O primeiro é que, se o morador optar pela varanda incorporada à sala, nós economizamos com a porta que teríamos que entregar. O segundo ponto é o piso: se a pessoa pede para integrar as áreas da sacada e da sala, preciso colocar piso em todo o espaço." A colocação de piso nas áreas secas dos apartamentos residenciais é uma prática usual no mercado imobiliário goiano - no Portal dos Mares, por exemplo, peças cerâmicas serão utilizadas. Os custos de todos os revestimentos colocados nos pisos do empreendimento correspondem a 5,09% do orçamento total da obra, que é de R$ 19,4 milhões.

Localizado no Setor Negrão, região entre o Centro e o aeroporto da capital do Estado, o empreendimento possui uma torre com subsolo, térreo, mezanino de lazer e mais 22 pavimentos-tipo com quatro unidades por andar do lado A e quatro unidades do lado B, totalizando 176 apartamentos. O subsolo tem 2.614,70 m² e nele há previsão de 96 vagas para veículos. O futuro condomínio terá também quatro elevadores.

A superestrutura foi o item mais oneroso da obra, representando 20,90% do total do orçamento. Para Aurélio, esse valor é normal na maioria de seus orçamentos. A estrutura é em concreto armado e o fechamento em alvenaria de vedação com bloco cerâmico furado - o engenheiro diz que, em Goiânia, esse tipo de estrutura é mais bem aceito pelo público comprador. A empresa nem considerou outras soluções para a superestrutura porque possui mão de obra com experiência de trabalho no sistema construtivo adotado.

CUSTO POR ETAPA SIMPLIFICADO

Outro item que teve representatividade no orçamento do residencial foi o gerenciamento da obra. Custando R$ 1,6 milhão, o equivalente a 8,25% do total, esse item se refere aos gastos com a administração de pessoal e estava previsto no orçamento desde maio de 2014. Até o fim do mês de janeiro, 70 pessoas estavam envolvidas no canteiro de obras do residencial. Quando a obra chegar ao seu maior nível de atividade, o número de trabalhadores deve chegar a 120. O empreendimento tem previsão de entrega em junho do ano que vem.

Até o momento, nenhum dos itens previstos no orçamento ultrapassou o valor estimado. No entanto, Aurélio acredita que o acabamento possa gerar mais gastos do que o previsto. A equipe de engenharia da CMO está estudando a possibilidade de realizar todo o revestimento interno e externo com argamassa projetada para atender à Norma de Desempenho (NBR 15.575:2013). "Ainda teremos que acertar o orçamento para possibilitar isso", conta. A empresa tinha inicialmente a expectativa de fazer a fachada de forma manual, agora terá de ajustar o orçamento na medida em que a argamassa projetada tende a ter custo mais elevado.

Canteiro
A CMO comprou todo o quarteirão onde está localizado o residencial Portal dos Mares. Mas curiosamente a falta de espaço tem sido uma dificuldade para os engenheiros de obra. Enquanto o residencial está em fase de levantamento de estrutura, uma obra ao lado, da própria construtora, está sendo finalizada e entregue. "No momento, o que está sendo mais difícil mesmo é o tamanho do canteiro, com 2.930,90 m². É um canteiro bem reduzido, e nós temos áreas de garagem em volta. A outra obra, que está sendo entregue, é o Portal do Cerrado. Isso deve complicar ainda mais quando chegarem os moradores", conta Aurélio. Para tentar diminuir os impactos da vizinhança tão próxima, o engenheiro conta que a empresa solicitou a chegada dos elementos de alvenaria em paletes. Com isso, a equipe da obra consegue depositar o material já no pavimento onde ele será utilizado. Ainda segundo Aurélio, os blocos cerâmicos entregues dessa maneira, mesmo um pouco mais caros, compensam por reduzirem as possíveis perdas e danos no transporte.

Outro ponto de destaque na obra é um conjunto de ações sustentáveis. A empresa implantou um sistema de coleta de água de chuva no canteiro. A água que cai no telhado do vestiário e do banheiro dos trabalhadores é aproveitada para lavar a laje e os sanitários das acomodações. Além disso, a equipe implantou um sistema de aquecimento solar que tem auxiliado na economia de energia na rotina da obra.

Apoio de engenharia: Ricardo Antônio PINI Consultoria

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