Atrasos nas obras de infraestrutura desafiam incorporadores com projetos imobiliários nas mesmas regiões | Construção Mercado

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Atrasos nas obras de infraestrutura desafiam incorporadores com projetos imobiliários nas mesmas regiões

Na Operação Urbana Água Espraiada, lançamentos imobiliárioscresceram, mas maior parte das intervenções públicas ainda não saiu do papel

Por Gustavo Coltri
Edição 176 - Março/2016

FOTO: GUSTAVO COLTRI
Modernos prédios corporativos convivem com ruas estreitas e fábricas desativadas no fim da atual Avenida Doutor Chucri Zaidan, cujas obras de prolongamento ainda não começaram

Os rompimentos contratuais entre o Metrô de São Paulo e os consórcios responsáveis por obras das linhas 17-Ouro e 4-Amarela nos últimos meses são o mais novo capítulo da insegurança que ronda incorporadores que realizam negócios próximos de obras de infraestrutura. Mesmo diante do potencial de valorização das áreas, as empresas sofrem com os atrasos e as indefinições nos projetos públicos.

Na região da Operação Urbana Consorciada (OUC) Água Espraiada, hoje o maior vetor de crescimento imobiliário da cidade, esse cenário é evidente. A interrupção das obras da linha 17-Ouro se soma a obras de infraestrutura não realizadas, como a extensão da Avenida Doutor Chucri Zaidan, que alongará o corredor corporativo da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. O monotrilho, que ligará a estação de trem Morumbi ao Aeroporto de Congonhas na primeira fase da obra, teve os canteiros parados após o Metrô cancelar em janeiro o contrato com o consórcio que construiria quatro estações e um pátio do ramal - inicialmente, prometido para 2014.

Por outro lado, projetos nobres como as EZ Towers, da EZtec, e a segunda fase do Parque da Cidade, da Odebrecht Realizações Imobiliárias, com hotel, shopping e uma torre corporativa, surgem no limite entre uma região consolidada e outra que depende de obras urbanísticas. Próximo dali, há o residencial Add Nova Berrini, da Trisul, duas torres prontas do Parque da Cidade, os complexos WTorre Morumbi, da WTorre, e Morumbi Corporate, da Multiplan, além dos comerciais Capital Corporate e Neocorporate, da EZtec. 'O desenvolvimento imobiliário é enorme na região. E, sem entrega das obras de infraestrutura, ela está se tornando caótica', diz o diretor financeiro da EZtec, Emilio Fugazza.

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