A realidade do mercado de shoppings | Construção Mercado

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A realidade do mercado de shoppings

Michel Cutait
Edição 179 - Junho/2016
 

DIVULGAÇÃO: MAKE IT WORK
[Quando a oferta está maior do que a procura, as oportunidades ficam ainda melhores]

O mercado de shopping centers ainda é muito jovem no Brasil. Ele começou no final dos anos 1960 com pouquíssimos empreendimentos, avançou bastante nos anos 1980 e 1990 e alcançou uma forte expansão a partir de 2007 e 2008, com o otimismo máximo em 2011, quando a chamada 'nova classe média' emergia na economia como consumidores vorazes e carentes de produtos, serviços e ofertas de todos os tipos.

Foi nesse período que muitos projetos de shopping center nasceram, estimulados por excelente oferta de crédito, atração de capital estrangeiro, ampliação da concorrência, regionalização dos novos negócios em cidades a partir de 100 mil habitantes e muito otimismo com a economia brasileira.

A economia não se mostrou tão forte assim, e da mesma forma que a oferta cresceu, quando se aquietou, o mercado começou a mostrar algumas fragilidades, cujas consequências atingiram a indústria de shopping e varejo de forma sistêmica e abrangente.

Os consumidores, pressionados pelas dívidas da euforia das compras, passaram a comprar menos, priorizando os serviços e produtos essenciais, como alimentação, educação, moradia e saúde, deixando de lado os bens de consumo. Com o decréscimo das vendas, os lojistas começaram a fazer ajustes, revendo estoques, cortando custos e prorrogando os planos de expansão, e, coincidentemente, neste mesmo momento, entre 2013 e 2014, muitos daqueles projetos desenvolvidos em 2010 e 2011 estavam em fase final de construção, com grande oferta de espaços comerciais, mas pouca procura. Outros empreendimentos foram lançados, aumentando a concorrência, especialmente nas cidades menores, e sistematicamente o mercado começou a acenar que as taxas de ocupação desses novos empreendimentos já não se movimentavam com tanta facilidade.

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