Diretor da Tishman Speyer fala sobre a organização do ciclo de produção da construção civil no Brasil e mostra-se otimista para 2017 | Construção Mercado

Entrevista

Luiz Henrique Ceotto

Diretor da Tishman Speyer fala sobre a organização do ciclo de produção da construção civil no Brasil e mostra-se otimista para 2017

Para ele, tecnologia e materiais pré-fabricados são a chave para alcançarmos patamares globais de produtividade na próxima década

Por Alexandra Gonsalez
Edição 187 - Fevereiro/2017
 

DIVULGAÇÃO

Responsável por empreendimentos como o Rockefeller Center e o Chrysler Building, em Nova York, a Tishman Speyer opera com construções triple A em quatro continentes. Os modernos edifícios corporativos triple A oferecem, obrigatoriamente, todos esses atributos associados às demandas das grandes companhias. Em São Paulo, alguns exemplos podem ser observados na Avenida Luís Carlos Berrini, no Brooklin, Zona Sul da capital paulista, onde há 20 anos empreendimentos de alto padrão impulsionam a formação de um novo centro empresarial. Bancos, consultorias e multinacionais de todos os segmentos disputam escritórios em edifícios como o Rochaverá, o Landmark e o Torre Norte. Em comum, levam a assinatura da Tishman Speyer, proprietária, desenvolvedora, operadora e administradora de fundos do mercado imobiliário.

Criada nos Estados Unidos em 1978, a Tishman Speyer está presente no Brasil desde os anos 1990. Ao longo de sua história, administrou mais de 390 projetos, construiu cerca de 15,5 milhões de metros quadrados em 30 mercados de oito países e quatro continentes. Todos esses projetos somam, segundo a companhia, cerca de US$ 80,2 bilhões. De acordo com Luiz Henrique Ceotto, managing director de design and construction da Tishman, quando se instalou no Brasil a empresa mudou o conceito de construção comercial de laje corrida triple A. 'Antes, essa definição baseava-se apenas em prédios bonitos, preferencialmente com pele de vidro', diz Ceotto.

Para o executivo, o marco de transformação no país foi a construção da Torre Norte do Centro Empresarial Nações Unidas, em São Paulo, lançada em 1996, com projeto do arquiteto Botti Rubin. Ceotto risafirma que esse empreendimento define os padrões da empresa para um edifício de alto padrão: esteticamente impecável, com acabamento e desempenho excelentes, além de ser sustentável. 'Lançamos todos os edifícios sustentáveis do Brasil, bem como obtivemos as primeiras certificações LEED com selo Gold no país.' Ceotto conta que há um intenso intercâmbio de ideias e projetos entre os 120 escritórios da empresa ao redor do mundo. 'Mantemos uma transferência constante de know-how. Somos voltados à inovação', diz. Graças a esse movimento, ele alerta para alguns problemas de organização do ciclo de produção da indústria da construção civil no Brasil e sinaliza soluções possíveis para o futuro.

Conteúdo exclusivo para leitores
cadastrados ou assinantes da revista Construção Mercado

Ainda não é um assinante PINI?
Escolha uma das opções abaixo e faça já sua assinatura.

Destaques da Loja Pini
Aplicativos