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Seguros na construção: conheça os tipos de proteção

A Operação Lava-Jato e a deterioração econômica brasileira fizeram com que as seguradoras seguissem um padrão linha-dura em suas análises

Por: Claudia Bocchile
Edição 187 - Fevereiro/2017
 

FOTOS: FREEPIK.COM

Mais importante hoje do que a taxa a ser cobrada por um seguro é saber se sua apólice passará pelo crivo da seguradora. Diante desse cenário, Leonardo Brunetti, superintendente comercial da seguradora Lockton, conta que três grandes construtoras estavam sem limites de garantias quando analisadas somente pelo balanço financeiro. Para passar pelo crivo das companhias de seguro, devem ser explorados estratégia, performance, demonstração de histórico, pipelines de projeção, depósitos bancários, perspectivas de fechamento e outros aspectos. 'Com todo esse trabalho de readequação das seguradoras diante do cenário econômico atual, duas delas aumentaram o limite em 200% em menos de 45 dias. E outra aumentou em 800%', revela Brunetti. 'Uma construtora que tinha aproveitado o boom imobiliário dos anos anteriores para trabalhar o mercado residencial voltou a focar somente na construção industrial e na manutenção diante do panorama atual, setor em que a renda é recorrente. Após essa redefinição de estratégia, a seguradora liberou os limites desejados', conta Brunetti.

Entender os riscos que existem no setor de construção, tanto na parte técnica quanto na financeira, é um diferencial competitivo do corretor de seguros, não à toa chamado de trust adviser (conselheiro de confiança) nos Estados Unidos. São competências desse profissional elencar os eventos da obra, quais riscos pode correr, como devem ser mensurados etc. O cliente tem condições de reparar 50% de prejuízo causado por um dano? Apólices mal dimensionadas podem inviabilizar totalmente a operação da empresa. E a situação é ainda pior se houver paralisação das atividades que contemplam infraestrutura básica para o funcionamento do canteiro.

Por exemplo: obras sempre contratam muitos terceirizados, e a construtora tem responsabilidades sobre eles. Grandes empresas possuem áreas próprias de seguro, mas nas pequenas e médias o corretor tem de auxiliar a identificar, mensurar e qualificar os riscos. Elas não têm capacidade financeira de reparar um sinistro nem têm ideia de quais riscos podem correr. Nas empresas familiares em que não há um processo maduro de gestão de riscos essa cultura deve ser modificada. Algumas contam com um comitê de risco. Outras trabalham com a intuição. Por isso, deve ser criado um inventário de risco, um histórico do que aconteceu, alinhado com um plano de continuidade do negócio. A seguir, conheça os principais tipos de seguro ligados ao mercado da construção

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