Entidades parceiras do poder público tornam-se relevantes na área da saúde | Construção Mercado

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Entidades parceiras do poder público tornam-se relevantes na área da saúde

Veja artigo de Sergio Porto*, presidente do Seconci-SP

1/Fevereiro/2017
Divulgação: Seconci-SP

Os governos da União, dos Estados e dos Municípios estão enfrentando de forma ainda mais aguda um dilema que já vem dos anos anteriores. Continua aumentando o número de pessoas que, desempregadas, saíram dos planos privados de saúde e hoje buscam atendimento na rede pública.

Entretanto, devido à mesma crise econômica, o poder público viu suas receitas diminuírem e alguns entes governamentais já anunciaram contingenciamentos, inclusive nas verbas destinadas à saúde. Ou seja, será necessário atender mais gente, com menos recursos.

É aqui que aumentará a responsabilidade das instituições parceiras do poder público na área da saúde. Para atender os 2,6 milhões de trabalhadores da construção civil, a indústria do setor mantém unidades do Serviço Social da Construção (Seconci) em boa parte dos Estados, proporcionando atendimentos médicos e odontológicos a esses profissionais e seus familiares.

A iniciativa contribui para diminuir as filas de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e dar suporte às construtoras em suas ações preventivas de medicina ocupacional e segurança do trabalho. Assim, evitam-se doenças e acidentes do trabalho, poupando recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para se ter uma ideia do alcance desta ação, apenas em 2016 o Seconci-SP realizou 2 milhões de atendimentos médicos em 21 especialidades, além de atendimentos odontológicos, exames e outros procedimentos em suas 13 unidades próprias espalhadas pelo Estado de São Paulo.

Também credenciada como Organização Social de Saúde (OSS), a entidade realizou outros 6,7 milhões de atendimentos nas 59 unidades das redes de saúde pública do Estado e do Município de São Paulo, e em 25 serviços do Município que estão sob sua administração. Entre aquelas, figuram três hospitais - Cotia, Itapecerica da Serra e Vila Alpina -, listados entre os 10 melhores hospitais públicos do país, de acordo com a certificação de Excelência da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

No ano passado, o número de atendimentos nessas unidades aumentou justamente devido à elevação do número de pessoas que, desempregadas, deixaram seus planos privados de saúde. Também contribuíram a epidemia de dengue, zika e chicungunha e, ainda, o início do funcionamento do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Lorena, inaugurado em julho e administrado pelo Seconci-SP.

Já o número de atendimentos nas unidades próprias da entidade caiu 5%, uma queda menor do que o declínio de 14% do emprego na construção civil. Isto porque a instituição manteve o tratamento de pessoas que perderam o emprego e, ao mesmo tempo, aumentou o atendimento aos trabalhadores das subempreiteiras.

Mesmo com a crise econômica, o Seconci-SP investiu em 2016 cerca de R$ 9 milhões na expansão e melhorias em suas unidades, e deverá investir mais R$ 4 milhões em 2017. A entidade está adotando um Programa de Compliance com a adesão de todos os seus 12 mil colaboradores, que incluem 3,2 mil médicos e dentistas, e de seus fornecedores, para consolidar sua boa governança, que conta com a participação de representantes das principais entidades da construção paulista.

O desafio que temos pela frente é garantir o direito constitucional de todos os brasileiros à saúde, otimizando cada vez mais a gestão dos recursos disponíveis. As entidades parceiras do poder público tornaram-se relevantes nesse processo. Portanto, é preciso cuidar muito bem destas alianças, trabalhando incessantemente pela melhoria contínua do atendimento à população.

*Sergio Porto é presidente do Seconci-SP, representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e membro do Conselho Consultivo da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci/Brasil).

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