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Revisão do Sinapi deve ser concluída em dezembro

Cerca de 4100 composições já foram revistas e dados como custo horário de equipamentos e encargos complementares incluídos

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
8/Agosto/2017
Marcelo Scandaroli

O processo de revisão do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) está em sua etapa final, com mais de 90% do trabalho concluído, conforme informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O objetivo do trabalho, segundo a entidade, é assegurar a qualidade dos orçamentos das obras, promovendo o preço justo entre a concorrência.

Utilizado por órgãos de controle, ministérios, orçamentistas, setor da construção, municípios e estados e concessionárias, o sistema é referência desde 2003 na formação de custos de obras nas licitações públicas que demanda recursos federais do Orçamento Geral da União (OGU).

O Grupo de Trabalho de revisão do Sinapi foi criado em 2013 e é formado pela Comissão de Infraestrutura (COP) da CBIC, representantes do setor da construção e a Caixa Econômica Federal, atual gestora do sistema. O trabalho, porém, é realizado pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) da Universidade de São Paulo (USP).

O Sinapi já possui cerca de 4100 composições revisadas, bem como melhorias nas metodologias referentes à dados de canteiros de obras e custo horário de equipamentos; incorporação dos encargos complementares nas composições; inclusão de novos insumos e exclusão dos obsoletos; revisão das famílias de insumos e coeficientes de representatividade, e inclusão de referências para a instalações em canteiros de obras.

"O sistema ganhou mais clareza, transparência e objetividade. É importante que os empresários, contratantes e orçamentistas conheçam o sistema e saibam utilizá-lo para ter orçamentos com mais qualidade e preço justo, garantindo um mercado ativo e sem obras paradas, o que é ruim para todos", ressaltou Geraldo de Paula, representante da CBIC no Grupo de Trabalho e assessor técnico das áreas de Habitação e Saneamento da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas de São Paulo (Apeop-SP).

De acordo com o consultor da COP/CBIC no projeto e vice-presidente de Edificações Públicas do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), José Soares Diniz Neto, com essa revisão o sistema já consegue incluir custos complementares, como como vale transporte, cesta básica, treinamentos de mão de obra, exames admissionais e exames previstos nas Normas Regulamentadoras (NRs) aos valores de mão de obra. "A parte de ferramentas e equipamentos de EPIs foi um grande avanço que ocorreu no sistema. Outro avanço obtido, fruto do trabalho desenvolvido pela CBIC, foi o de criar o sistema de composições para a parte de segurança periférica da obra, que se referem às instalações de linha de vida, guarda corpo, bandeja salva vida", comenta.

A CBIC promove em todo o País o Seminário de Divulgação da Revisão do Sinapi, voltados para empresários do setor da construção, dirigentes e orçamentistas de construtoras, contratantes de obras dos governos estadual e municipal e aos técnicos dos órgãos normatizadores e fiscalizadores (TCU, CGU, TCE, Polícia Federal, Ministério Público Crea e Caixa). O evento já foi realizado em 14 cidades, como Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Brasília (DF), Salvador (BA), Curitiba (PR), Recife (PE), São Luís (MA), João Pessoa (PB), Foz do Iguaçu (PR), Maceió (AL), Teresina (PI), Palmas (TO) e Campo Grande (MS), e segue para Cascavel (PR) e Maringá (PR), nos dias 10 e 11 de agosto, respectivamente.

A revisão do Sinapi deve ser concluída em dezembro deste ano. 

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